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Circuito Sul Fluminense lança passaporte para conectar 13 municípios e ampliar circulação de turistas na região

Iniciativa integra destinos do Vale do Café e das Agulhas Negras em um percurso de mais de 450 quilômetros, conectando turismo, gastronomia e produção local
Por Redação
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Um passaporte criado para estimular o visitante a conhecer diferentes destinos, permanecer mais tempo na região e descobrir experiências ligadas à cultura, à gastronomia e à produção local. Essa é a proposta do Passaporte Turístico do Circuito Sul Fluminense, apresentado durante encontro realizado na sede do Sebrae Rio, em Volta Redonda.

A iniciativa, conecta 13 municípios — Volta Redonda, Barra Mansa, Pinheiral, Piraí, Barra do Piraí, Mendes, Vassouras, Valença, Rio Claro, Resende, Itatiaia, Quatis e Porto Real — em um circuito com mais de 450 quilômetros, aproximando destinos do Vale do Café e das Agulhas Negras.

Na prática, o visitante poderá registrar sua passagem pelos municípios e empreendimentos participantes por meio de carimbos no passaporte. Hotéis, restaurantes, atrativos turísticos, espaços culturais e eventos passam a integrar uma experiência que convida o turista a ampliar o roteiro e conhecer diferentes pontos da região.

A proposta também cria novas possibilidades para os pequenos negócios que integram a cadeia do turismo, ao estimular a circulação de visitantes entre municípios e dar visibilidade a produtos, serviços e experiências locais.

Para Paola Tenchini, coordenadora do Sebrae Rio no Médio Paraíba, a integração regional é um dos principais caminhos para consolidar o Sul Fluminense como destino turístico:

“O turismo é uma atividade que ganha força quando os diferentes atores trabalham de forma integrada. O Passaporte Turístico é uma oportunidade para ampliar a visibilidade do que o Sul Fluminense tem a oferecer e estimular os visitantes a circularem mais pela nossa região.”

Turismo conectado ao desenvolvimento local

O projeto reúne poder público, instituições e empreendedores em torno de uma estratégia comum de desenvolvimento turístico. A iniciativa conta também com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Turismo (Setur-RJ).

Wanderson Farias, assessor especial e coordenador de ações da Setur no Vale do Café, destacou a importância de integrar as regiões e estruturar o turismo de forma articulada ao desenvolvimento dos territórios:

“Esse projeto é muito importante para o Vale do Café e para uma região que cresce a cada dia no turismo. Temos apoiado, por meio da Setur, junto com o Sebrae, essa integração entre Agulhas Negras e Vale do Café. O turismo precisa caminhar junto com o desenvolvimento, porque isso permite organizar toda a estrutura. E o turismo de experiência tem uma capacidade muito grande de atrair e encantar o visitante.”

O circuito contempla diferentes formas de percorrer o território, como viagens de carro, ciclismo, caminhadas, cavalgadas e roteiros off-road. Ao longo do caminho, o turista encontra também experiências ligadas à produção regional, com destaque para segmentos como café, queijo, cachaça, gastronomia e artesanato.

Durante o lançamento, os participantes também receberam o Catálogo de Cachaças Especiais do Rio de Janeiro, reforçando a presença dos produtores artesanais na estratégia de valorização turística do território.

Mais visibilidade para quem produz na região

Denis Oliveira, produtor da Cachaça Santa Rosa, faz parte do Circuito Sul Fluminense

Para os pequenos produtores, a ampliação do fluxo turístico representa também uma oportunidade de chegar a novos consumidores. Denis Oliveira, produtor da Cachaça Santa Rosa, afirma que iniciativas como o circuito ajudam empreendimentos locais a conquistar visibilidade até mesmo dentro dos próprios municípios onde atuam.

“Para nós, pequenos produtores, está sendo um diferencial. A gente sai do anonimato e começa a aparecer para o consumidor final. Às vezes, na própria cidade, ainda não éramos conhecidos e agora já estamos tendo esse reconhecimento.”

Segundo Denis, o passaporte acrescenta ainda um estímulo para que o visitante percorra novos destinos e conheça negócios que poderiam ficar fora de um roteiro convencional.

“Um projeto turístico como esse é fantástico porque provoca o turista a circular por meio do passaporte. Achei a ideia fantástica e não tenho dúvida de que pode fortalecer muito quem produz e empreende na região.”

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