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CRAB tem programação on-line especial em homenagem ao artesão

As ações ocuparão as redes sociais do Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro durante o mês de março e celebrarão o artesanato em todas as regiões do país, com posts de artesãos, entrevistas e bate-papo
Por Redação
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O Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB) preparou uma programação especial on-line para todo o mês de março em comemoração ao Dia do Artesão, em 19/03. Serão entrevistas, publicações e debates nas redes sociais, para homenagear os artesãos de todas as regiões do Brasil. A cada semana serão divulgados personagens, sua história e seu trabalho. Com isso, o CRAB quer promover o artesanato e seus artistas. E levar ao público a grande diversidade do nosso país.

O Sudeste abriu a programação com posts sobre Euzi Licasalio, ceramista do Rio de Janeiro; Selma Duarte, artesã de Minas Gerais que trabalha com tear e bordado manual; mestre Domingos, do Espírito Santo, produtor de instrumentos de madeira pra dança de congo, e a Casa do Figureiro, de São Paulo, entre outros. Amanhã (8/3), será a vez do Nordeste, abrindo as homenagens os artesãos da Paraíba: grupo Mãos do Cariri e artesã premiada Maria José de Serra Branca.

Projeto Ocupações

Desde 2020, o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB) assumiu um novo desafio: o de se conectar com o todo o país, para reposicionar e qualificar estrategicamente os produtos feitos à mão no Brasil e capacitar os agentes da sua cadeia produtiva. Para isso, foi criado em outubro daquele ano um comitê nacional, com oito membros do Sebrae Nacional e dos Sebrae de outros estados, para apoiar o CRAB nessa nova etapa e estabelecer os próximos passos.

Visando potencializar esta conexão, o CRAB e o Sebrae Nacional convidaram as áreas de Artesanato dos Sebrae nos estados a ocuparem o CRAB com mostras temporárias todos os anos, apresentando o que há de mais significativo e relevante no artesanato do seu estado. Para possibilitar que todos os estados tenham a oportunidade de apresentar os seus produtos de artesanato e a sua cultura local no CRAB, foi criada a categoria Ocupação. “A ideia é ‘vestir’ o CRAB com todas as riquezas existentes no Brasil”, explica Ana Paula da Fonte Moura, gerente do CRAB.

Em setembro de 2021, a mostra de artesanato organizada pelo Sebrae Pará, chamada Círio de Cores e Sabores, inaugurou o projeto Ocupação do CRAB. Desde então o CRAB já recebeu o melhor do artesanato dos estados do Piauí (Mostra Piauí), Ceará (Mostra Bordados de Caicó) e Minas Gerais (Mostra Pelas águas do Jequitinhonha me deixei levar), com venda de produtos após a exposição e oficinas com demonstração da técnica artesanal das regiões. As mostras do Ceará e de Minas Gerais continuam em cartaz no CRAB até o final de março.

Sobre o CRAB

O Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), criado em março de 2016 no Rio de Janeiro, tem como missão promover o artesanato nacional e contribuir para qualificar a imagem dos produtos feitos à mão no Brasil. Em suas galerias estão ou passaram importantes trabalhos de artesanato, revelando histórias, origens e territórios do país.

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Abriga ainda uma coleção permanente de mais de 1.500 itens de todos os tipos, que representam a expressão da cultura popular e da criatividade brasileira. Entre as obras mais significativas estão algumas cerâmicas de Zezinha do Vale de Jequitinhonha (MG), de João Borges (Teresina-PI), João das Alagoas (Capela-AL), Maria Sil (Capela-AL) e as esculturas em madeira de Abelardo dos Santos (Ilha do Ferro-PI). O CRAB também dispõe de midiateca e espaços multiuso, como um auditório de 100 lugares e salas para oficinas e workshops. Os ambientes são destinados à capacitação, formação, especialização, pesquisa e experimentação.

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Localizado na Praça Tiradentes, no Centro da cidade, lugar de memória urbana e um importante distrito criativo do Rio de Janeiro, o espaço do CRAB possui uma estrutura moderna e sofisticada que convive com o padrão construtivo do século XVIII. Esse complexo arquitetônico está regido pela legislação de proteção aos bens tombados pelo IPHAN, na esfera federal; pelo INEPAC, na estadual; e pelo IRPH, órgão municipal. Os três prédios fazem parte do Corredor Cultural do Rio Antigo, criado para preservar áreas históricas.

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