Um grupo de 15 empresários do setor de bares e restaurantes tradicionais localizados no Largo de São Francisco da Prainha, no Centro do Rio, estiveram reunidos com o Sebrae Rio em busca de apoio para continuarem mantendo suas empresas na região. Segundo as lideranças empresariais, com a pandemia, os clientes sumiram porque a área tem escassez de imóveis residenciais e a maioria das empresas não retomaram suas atividades presenciais.
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“A pandemia vem contribuindo para o agravamento de uma crise que pode levar ao fechamento de nossos empreendimentos. Com apoio do poder público e de entidades, como o Sebrae Rio, o desfecho pode ser diferente. Este suporte é fundamental e decisivo”, afirma Sérgio Balthazar, proprietário do Gratto Bistro.
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Numa corrida contra o tempo para o fortalecimento do comércio local, o Sebrae Rio articulou com o Sicoob Rio uma parceria para viabilizar aos empresários análises diferenciadas de acesso ao crédito, por meio de linhas específicas, e irá oferecer consultorias online sobre finanças, marketing e planejamento para apoiar esses empresários na busca de uma gestão competitiva.
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Sobre a melhoria do ambiente de negócios na região, a instituição irá articular junto ao poder público algumas ações. A primeira delas será uma reunião, no dia 19 de agosto, com Flávio Graça, superintendente da Vigilância Sanitária, Felipe Soares, da Comlurb e com a CET-RIO, para tratar da sinalização dos pontos tradicionais – uma das demandas apresentadas pelo grupo.
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“A sinalização é importante para trazer os turistas e o próprio morador do Rio para conhecer as opções gastronômicas e de lazer”, ressalta Balthazar.
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Entre os pleitos dos empresários estão também a facilitação das normas que permitem aos restaurantes colocarem mesas e cadeiras nos espaços públicos e o combate ao exercício de atividades irregulares.
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“A ideia é formar uma liga gastronômica com ações de planejamento e marketing e, no setor de turismo, a formação de uma rede integrada que contemple a gastronomia com os atrativos turísticos, histórico e cultural, junto com os setores de hospedagem, guias de turismo e entretenimento, para a integração com a comunidade do entorno. Também estão previstas parcerias com as grandes empresas e pontos turísticos da região, para alavancar e atrair clientes para o local, entre eles o público que visita, por exemplo, o Museu do Amanhã, o Pier Mauá e Espaço Cultural da Marinha”, afirma Jacqueline Maia, analista do Sebrae Rio.
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Também participaram do encontro, no último dia 31 de julho, os representantes dos estabelecimentos Angu do Gomes, Nômade, Armazém Zero 4, Alimentar Lanchonete e Pizzaria, Lalipas Produtos Alimentícios, Bar e Restaurante Casca 17, Armazém e Bar São Francisco, Lanchonete Recanto dos Sabores, entre outros.
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Outras informações
De acordo com dados do DataSebrae (maio/2020), a Cidade do Rio de Janeiro concentra cerca de 18 mil micro e pequenas empresas que atuam no setor de alimentação fora do lar – restaurantes, bares, lanchonetes e similares, sendo 83% delas microempresas. Em relação ao MEI, o setor tem quase 60 mil empreendedores no município.
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Recente estudo feito pelo Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio) e divulgado na imprensa, estima que 15% dos estabelecimentos do setor na cidade já tenham sido fechados. O órgão acredita que 1/3 das empresas não tenha condições de chegar aberta até o fim do ano.
