Há muitos fatores que prejudicam a abertura e o bom funcionamento de empresas e, portanto, obstruem o desenvolvimento econômico e a geração de empregos e de renda. Quem é empresário conhece o excesso de burocracia de nossa administração pública e o emaranhado de normas que regem a atividade empresarial, pois, nessa matéria, infelizmente, o Brasil é campeão. Há mais de 17 anos, o Banco Mundial utiliza uma metodologia – o Doing Business – que classifica os países segundo a maior facilidade para abrir e operar negócios. Ao longo desse período, o desempenho do Brasil sempre foi pífio. Na edição de 2019-2020 do Doing Business, entre 190 países, o Brasil ficou na posição 124.
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A classificação do Banco Mundial considera dez temas, destinados a avaliar a qualidade do “ambiente de negócios” de um país : Abertura de Empresas, Alvará de Construção, Obtenção de Eletricidade, Obtenção de Crédito, Pagamento de Impostos, Comércio Internacional, Proteção de Investidores Minoritários, Registro de Propriedade, Execução de Contratos e Resolução de Insolvência. Com o objetivo de melhorar o nosso ambiente de negócios, o governo federal estabeleceu a meta de fazer com que o Brasil, até 2022, ascenda à posição 50 do Doing Business.
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O Sebrae-RJ vem contribuindo para que essa meta seja alcançada e importantes progressos já foram alcançados, graças ao esforço coordenado pelo governo federal, o que certamente refletirá no resultado da edição de 2020-2021 do Doing Business. Mas ainda há muito por fazer. Consciente de que um bom ambiente de negócios estimula o empreendedorismo e possibilita um melhor desempenho das micro e pequenas empresas, o Sebrae-RJ realizará, no próximo dia 13, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, um workshop no qual serão analisados e debatidos 6 dos temas que compõem a metodologia de avaliação do Doing Business.
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Tito Ryff – Gerente de Políticas Públicas do Sebrae Rio
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