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Mulheres lideram busca por consultorias e capacitações no Sebrae Rio

Embora estejam em menor quantidade no empreendedorismo, mulheres buscam mais conhecimento especializado
Por Redação
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No Brasil, 66% dos donos de negócios são homens e 34% são mulheres. Já no Estado do Rio de Janeiro, 64% são homens e 36% são donas de negócios. Mesmo não estando em maior número no empreendedorismo, são as mulheres que mais buscam capacitações e consultorias no Sebrae Rio. Elas estão mais concentradas no setor de serviços: 62,5% dos proprietários de negócios, neste setor, são mulheres.

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Em 2021, nas consultorias e capacitações de praticamente todos os segmentos ofertadas pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro, as mulheres estão mais atuantes, principalmente nas temáticas: Planejamento, Leis, Finanças e Empreendedorismo. Um total de 20% a mais que o público masculino.

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Tatiana Barbosa Pitanga Vianna, que possui uma clínica de Saúde e Bem-estar em Niterói está dentro dessa estatística. A família da Tatiana não tem veia empreendedora, a maioria é composta por servidores públicos concursados, mas ela, desde criança, gostava de empreender. Aos oito anos já vendia bijuterias na escola. Quando a brincadeira ficou séria, ela entendeu que era hora de se especializar.

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“No início eu achava que sabia tudo, porque estava abrindo um negócio no segmento da minha formação, mas quando busquei informações básicas sobre planejamento, sobre como abrir uma empresa, descobri que não sabia quase nada. E foi então que decidi me especializar”, disse a empreendedora, que já participou de programas como Sebrae Saúde, Sebrae Delas e Empretec e, atualmente, apoia outras empreendedoras.

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“A mulher é mais dinâmica, se adapta às mudanças, sai da caixinha com muito mais facilidade. A mulher está preparada para mostrar seu valor ao mercado. Não ficamos mais na zona de conforto e, por isso, investimos em conhecimento”, acrescenta, salientando que por conta dos investimentos em capacitações e consultorias, sua empresa não teve prejuízo durante a pandemia. “Não é só uma questão de ‘achismo’, é um fato. Eu estudo e repasso para minha equipe e, dessa forma, crescemos”.

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A analista do Sebrae Rio, Renata Roqui, gestora do Sebrae Delas, reforça essa visão da empreendedora. “As mulheres se preocupam em estar preparadas e buscam ferramentas para iniciar seus negócios. Elas querem uma rede de apoio e buscam inspirações de outras mulheres com frequência. Com isso, os ganhos são reais, vão desde aumento de faturamento ao aperfeiçoamento de produto, serviço ou processos internos. As empreendedoras realmente aplicam o que aprendem”, conclui.