A pandemia do novo coronavírus causou uma crise sem precedentes em todo mundo e sobre isso não há dúvidas. Entretanto, em momentos adversos, a busca por informações pode ser o caminho para a geração de novas oportunidades, mesmo para um setor tradicional como o de panificação. José Orlando de Souza, proprietário da padaria “Big Pão”, em Barra Mansa, região Sul Fluminense, já consegue perceber os benefícios de investir na melhoria da gestão do seu negócio.
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Ele integra um grupo de 70 empresários selecionados pelo Sebrae Rio, por meio de edital, para o projeto “Fortalecimento da Panificação e Confeitaria no Estado do Rio de Janeiro”. Segundo ele, o faturamento da empresa aumentou 10% a partir das consultorias oferecidas pelo projeto. “Passamos a atuar com delivery e nossa expectativa, com esse serviço, é que ele represente 20% do faturamento da padaria. E a tomada de decisão também está sendo muito mais rápida com a adoção de planilhas mais eficientes e transparentes para análise de resultados “, conta José Orlando.
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Segundo levantamento da Receita Federal, mais de 87 mil MPEs fluminenses foram extintas em 2019 e, em 2020, mesmo com a pandemia, menos negócios encerraram suas atividades no estado do Rio, foram cerca de 68 mil pequenos negócios. Representando um saldo positivo de 8%, em relação a 2020 e 2019 (MPE abertas X MPE extintas, dados da Receita até 15/12/2020).
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A busca pela inovação, desenvolvimento empresarial, produtividade e acesso a novos mercados tem sido a solução para os donos de micro e pequenas empresas superarem a crise e se prepararem para o pós-pandemia. O empresário Pablo Roberto Dornellas, da Solfortes Engenharia Sustentável, na zona oeste do Rio, que participa do projeto “Eficiência Operacional das Empresas de Instalações Prediais”, espera que a empresa dê um salto promissor em 2021. “Estamos nos preparando e, com apoio do Sebrae Rio, estamos desenvolvendo novas plataformas, como um sistema de geração de propostas, e elaboramos um novo plano de cargos e salários”, conta Pablo Roberto.
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Ana Lucia Lima, gerente de Projetos do Sebrae Rio, ressalta que o empreendedor é fundamental na economia. “Este ano, para apoiar os pequenos negócios fluminense, lançamos um total de 51 editais, que oferecem mais de 136 mil horas de consultorias, instrutorias, oficinas e a realização de rodadas de negócios. Com a chamada pública estão sendo beneficiados cerca de 4.500 empreendedores, direta ou indiretamente”, afirma.
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A 8ª pesquisa de impacto do coronavírus nos pequenos negócios, elaborada pelo Sebrae, também demonstrou o dinamismo dos empresários fluminense: 44% lançaram ou comercializaram novos produtos e serviços, comparado com a média nacional que registrou 39%.
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O Ramon Lopes, de Rio das Pedras, também viu na pandemia uma oportunidade para expandir a sua loja de roupas. Ao longo do ano, os empreendedores de comunidades participaram de diversas capacitações. Entre elas, o Top Empreendedor (Programa de Aceleração de Microempreendedores Individuais das Comunidades) qualificou mais de 100 empreendedores para que pudessem aumentar o faturamento de seus negócios e melhorar as habilidades em gestão.
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